Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
O tempo que não vivi

Só bem tarde me foi dado constatar,
Que outro mundo havia assaz diferente,
Daquele que o destino me quis dar,
Onde tudo acontecia lentamente…

Poderia ser menino, mas não fui!…
Nem me foi dado saber que existia
O direito à igualdade, que inclui
Para todos o mesmo Sol, em cada dia.

Apenas vegetei… Sem ter sabido,
Que outro mundo havia mais coerente,
Onde a vida tinha muito mais sentido…

 E hoje, choro triste e comovido,
Esse vazio, que lamento amargamente,
Do tempo que vivi… Sem ter vivido!…
 

Autor: Euclides Cavaco



publicado por escorpion às 01:44
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
O tempo (Oliveira)

O tempo é um rio que caminha lento
Para um mar desconhecido;
Em sua aparente lentidão devora
Nossos sonhos que desmoronam como castelos de areia,
Nossas esperanças que desfalecem qual rosas murchas.
O tempo avança e vai corroendo
Nossa matéria que vai perdendo o viço, a força, a graça . . .
O tempo passa . . .
. . . Como passam as aves de arribação,
. . . Como passam nossas dores por piores que sejam,
. . . Como passam as paixões que se extinguem em cinzas de propósitos mortos,
. . . Como passam os amores que não resistem ao cotidiano enfadonho,
. . . Como passam os dias numa sucessão interminável, sempre o mesmo dia
até que chegue o dia derradeiro . . .



publicado por escorpion às 21:08
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Menino da rua



publicado por escorpion às 19:05
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Sábado, 25 de Julho de 2009
Sonhos

 Quando sonhamos parece
Estar a vida em movimento
Mas tudo se desvanece
Apenas em pensamento
Como imagem virtual
Dum espelho projectada
Que até parece real
Mas de real não tem nada.

Alguns são tão detorpados
Vagos e mal definidos
Sem lógica e mutilados
Que nos deixam confundidos.
Outros não lembramos bem
De manhã ao cordar
Se os qu'remos dizer a alguém
Mal os sabemos contar ...

Há quem afirme que os sonhos
São presságios e atropelos.
Alguns são maus e medonhos
Que acabam em pesadelos...
"O sonho comanda a vida"
No dizer de alguns poetas
Foi também fé conhecida
Na versão de alguns profetas.

Procuram-se explicações
Para o sonho, esse mistério
Há no mundo multidões
Que levam o sonho a sério.
Do sonhar só sei dizer
Quer seja triste ou risonho
No meu modesto entender
Sonhar...É apenas sonho !...

Euclides Cavaco



publicado por escorpion às 03:13
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009
Amor
 


O amor é
A maior viagem
Que fazemos na vida.

O amor é
Uma ponte de luz
Entre mim e ti.

O amor é
O segredo que tu guardas
Só para me fazer sorrir.

O amor é
Uma sinfonia tão bela
Como um circo de estrelas.

O amor é
Um poeta a chorar
Por um verso que se perdeu.

(José Jorge Letria in "O amor o que é?")


publicado por escorpion às 02:42
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Domingo, 19 de Julho de 2009
Lucidez Silenciosa

 

Silêncio agora, não chore,
Enxugue a lágrima do seu olho.
Você está deitada a salvo na cama,
Foi tudo um sonho ruim
Rodando em sua cabeça.
Sua mente te enganou para sentir o sofrimento
De alguém próximo a você abandonando do jogo da vida.
Então aqui está, outra chance:
Totalmente desperta, você encara o dia…
Seu sonho terminou ou ele apenas começou?
Existe um lugar onde eu gosto de me esconder,
Uma porta em que eu adentro à noite.
Relaxe criança, você estava lá
Mas apenas não percebeu e ficou assustada.
É um lugar onde você aprenderá
A encarar seus medos, reconstituir os anos
E dominar os caprichos de sua mente,
Governando num outro mundo.
Repentinamente você ouve e percebe
Esta nova dimensão mágica.
Eu estarei cuidando de você,
Eu vou te ajudar até o fim.
Eu te protegerei na noite,
Estou sorrindo próximo a você, numa lucidez silenciosa.
[Visualize seu sonho]
[Grave-o no tempo presente]
[Coloque-o dentro de uma forma permanente]
[Se você persistir em seus esforços]
[Você pode conseguir o controle do sonho]
[Controle do sonho]
[Como ficou então, melhorou?]
[Me abrace]
Se você abrir sua mente para mim,
Você não dependerá de olhos abertos para perceber [que]
Os muros que você construiu por dentro
Estão desmoronando e um novo mundo começará
A viver duplamente logo que você aprenda.
Você está a salvo da dor no domínio do sonho,
Uma alma livre para voar.
Uma viagem de ida e volta dentro da sua cabeça,
Mestre da ilusão, você consegue imaginar?
Seu sonho está vivo, você pode ser a guia mas
Eu estarei cuidando de você,
Eu vou te ajudar até o fim.
Eu te protegerei na noite,
Estou sorrindo próximo a você.
Silent Lucidity – Queensryched
 
Ouça a música clique AQUI


publicado por escorpion às 23:52
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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Poema da necessidade

"É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.

É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.

É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.

É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO."



publicado por escorpion às 19:22
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Jardim de Prosérpina (Pedro J. Bondaczuk)

 

 

 

 

[Prosérpina.jpg] 

Meia-noite. Insônia. Ar parado e opressivo.
Leve brisa agita discretamente as folhas das
plantas do inculto jardim de Prosérpina
--- mulher de Júpiter, mãe de todas as fúrias –
e, com dedos profanos de pluma e de seda,
acaricia, de leve, meus cabelos, com o toque
erótico e lúbrico dos dedos elétricos
da minha amada na antevéspera do sexo.

Ao longe, a Babel de cimento e de vidro,
fornalha implacável e voraz de sacrifícios
de Baal, que consome esperanças e desejos
e sonhos, e talentos, e ilusões, e vidas
e amores, e certezas, e encantos,
em nome do pagão e mítico mercado,
dorme o sono inconsciente dos canalhas.

Mas há atividade na penumbra dos bastidores,
dos ratos, das prostitutas e dos marginais,
neste tétrico palco de vilezas e de cinismo
em que se encena interminável tragicomédia
à luz sinistra de avermelhada lua cheia.
Sons, muitos sons, confusos e indefinidos
pontuam a noite, povoada por fantasmas,
sirenes, buzinas, suspiros, gemidos, arquejos
gritos, imprecações, murmúrios, vociferações,
amores vendidos à luz de um abajur lilás.

 

E a Babel, impávida, desafia os deuses,
o tempo, o vento e a lei da gravidade,
com tentáculos imóveis, de cimento e vidro,
e sua bocarra sinistra, gulosa e faminta,
a engolir, implacável, esperanças e vidas
enquanto passeio, entorpecido e insone
nas alamedas do inculto jardim de Prosérpina.



publicado por escorpion às 17:54
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Vale a pena

 

"Vale a pena
a tentativa e não o receio;
Vale a pena
confiar e nunca ter medo;
Vale a pena
encarar e não fugir da realidade...

Ainda que haja fracasso,
vale a pena lutar.
Vale a pena discordar
do melhor amigo
e não apoiá-lo em
suas atitudes erradas;
Vale a pena corrigi-lo;
Vale a pena encarar-se
no espelho e
ver se está
certo ou errado;
Vale a pena procurar
ser o melhor e aí...
 
Vale a pena ser o que for...
Enfim...
Vale a pena viver a vida,
já que a vida não é tudo
que ela
pode nos dar,
Mas sim tudo o que
podemos dar por ela." 


publicado por escorpion às 16:12
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Domingo, 5 de Julho de 2009
Este povo que nós somos

Nós somos de Viriato, o Lusitano
Descendentes de heróis e heroínas.
Nós somos de Afonso, o soberano
Herdeiros da Pátria das cinco quinas.

Nós somos dinastias duma história
Que encerra oito séculos de epopeias.
Nós somos das batalhas, a glória
E Homeros de outras tantas Odisseias.

Nós somos oceanos e as marés
Onde ousado navegou o nosso Gama.
Nós somos marinheiros e as galés
Que deram ao Império a grande fama.

Nós somos a aventura e a coragem
Sem medo de qualquer Adamastor.
Nós somos o padrão dessa viagem
Que passou para além do Bojador.

Nós somos os heróis de mil facetas
Descobridores do mar sem fim, a majestade.
Nós somos a voz desses poetas
Que rimaram génio Luso com saudade !…

Nós somos as estrofes de Camões 
Orgulhosos do presente e do passado.
Nós somos o eco das gerações
Que com alma deram vida e berço ao fado.

Nós somos as memórias do Infante
De Eanes, Magalhães e de Cabral.
Nós somos Este Povo Fascinante…
Desta Pátria que se chama Portugal !…

Autor: Euclides Cavaco 



publicado por escorpion às 20:28
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