Domingo, 29 de Novembro de 2009
Amor... Respeito... e Liberdade !
 


Autor: Kali Mascarenhas

Aquilo que existe em mim e faz parte de mim...

pode ser transformado...

se eu quiser...

Aquilo que é do outro...

só pode ser transformado por ele...

e será compreendido e aceito por

mim... dentro dos meus limites...

se existir respeito...


Posso falar ao outro como

me sinto em relação ao que ele

faz ou diz...

se houver liberdade...


Não posso afirmar:

“Aquilo que o outro fez ou disse me feriu...”

Eu é que me feri com AQUILO que ele fez ou disse...

tenho opções...


Eu sou dono das minhas emoções...

sensações e sentimentos...

Também... das minhas atitudes...

pensamentos e palavras !

maravilha...


Não é coerente dizer que

fiz algo para alguém... só porque

alguém fez isso comigo primeiro...


Se eu agisse assim... eu seria

apenas resposta e eco...

sem vida...


É mais valioso optar por agir

ao invés de apenas reagir...


É mais sensato perceber que

sou dono das minhas ações... e

se faço algo... sou o responsável por isso...

tenho escolhas...


Reconheço que as rédeas do meu

destino estão nas minhas mãos...

e me recuso a segurar as rédeas

do destino do outro...

é meu direito...


Busco o AMOR em sua mais

bela expressão... e por isso

abro mão de querer ter o controle

sobre a vida do outro...

Amém...


Quero amar com liberdade !

Quero amar com plenitude !

Quero Amar antes de tudo...

porque é bom...


com RESPEITO

e

LIBERDADE !


AMAR

Viver é arte...

Seja criativo!



publicado por escorpion às 17:32
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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Paga-se (Fernando Medeiros)

 

Paga-se por
ser humano
na ardência do sol soberano.
Paga-se por
ser humano
na rutilância das
adagas em flama.
Paga-se por uma
cama
no rosário sem
fim dos enganos.
Paga-se por ser humano
no abandono da rua,
no rosto do indigesto.
Paga-se por ser humano
na estrela que não se alcança,
no limite sem fim
nos cotidianos trágicos.
Paga-se por ser humano
ao preço de um amigo.
Paga-se por ser insano
no múltiplo canto
cinéreo do mundo.
Paga-se por ser mundano
o preço da cruz no meridiano.
Paga-se por ser humano
a cada jogada num flerte
obsceno.
Paga-se por ser humano
o abatedouro dos desatinos planos.


publicado por escorpion às 18:05
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Xaile da saudade

 

 

Este xaile já velhinho
É relíquia que contém
O perfume do carinho
Deixado por minha mãe.

Tem a cor da noite escura
Mas parece mais brilhante
Do que a luz celeste e pura
Duma estrela cintilante.

Doce pedaço de vida
Dos meus tempos de criança
É de minha mãe querida
Suave afecto e lembrança...

Nem uma fotografia
Que o tempo deixou marcado
Me dá tanta nostalgia
Como este xaile sagrado.

Inspira-me o seu amor 
Quando ao beijar-me sorria
No seu colo acolhedor
Nesse xaile me envolvia.

Recordo minha mãezinha
Na sua simplicidade
Quando aos seus ombros tinha
Este xaile da saudade !....
(Poema de Euclides Cavaco - http://www.euclidescavaco.com/)


publicado por escorpion às 15:22
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Quem?

 

“Quem fui?
Um lápis sem ponta,
um papel amassado.
um isqueiro sem gás,
um livro usado,
um distintivo da paz,
um copo quebrado.
Enfim, não importa o que fui,
se para você não passei
de um objeto qualquer.

Quem Sou ?
Sou aquele que muito lhe quis,
em você acreditou
e o tempo inteiro pensou
que fosse possível esse amor.
Enfim, não importa o que sou
se para você nada significou.

Quem serei?
Serei aquele que um dia ousou sonhar
e, mesmo tropeçando nas dores da vida,
jamais deixou de acreditar
na existência de alguém
que realmente mereça o meu querer
e que demonstre o seu amor
sem medo de sofrer.”


publicado por escorpion às 19:17
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Verde Vinho (Paulo Alexandre)
 
 
Ninguém na rua na noite fria,
Só eu e o luar...
Voltava à casa, quando vi que havia
Luz num velho bar.
Não hesitei,
Fazia frio e nele entrei...

Estando tão longe da minha terra,
Tive a sensação
De ter entrado numa taberna
De Braga ou Monção...
E um homem velho se acercou
E assim falou:
 

Vamos brindar com vinho verde,
Que é do meu Portugal!...
E o vinho verde me fará recordar
A aldeia branca que deixei atrás do mar...
 

Vamos brindar com verde vinho
Pra que possa cantar
Canções do Minho, que me fazem sonhar
Com o momento de voltar ao lar.

Falou-me então daquele dia triste,
O velho Luís;
Em que deixara tudo quanto existe
Pra fazer feliz
A noiva, a mãe, a casa, o pai
E o cão também.

Pensando agora naquela cena
Que na estranja vi,
Recordo a mágoa, recordo a pena,
Que com ele vivi;
Bom português,
Regressa breve e vem de vez!

Vamos brindar com vinho verde
Que é do meu Portugal!
E o vinho verde me fará recordar
A aldeia branca que deixei atrás do mar.

Vamos brindar com verde vinho
Pra que possa cantar
Canções do Minho que me fazem sonhar,
Com o momento de voltar ao lar.
 
Vamos brindar com vinho verde
Que é do meu Portugal!
E o vinho verde me fará recordar
A aldeia branca que deixei atrás do mar.


publicado por escorpion às 18:45
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Domingo, 15 de Novembro de 2009
Encontro



publicado por escorpion às 22:39
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Evolução

Fui rocha em tempo e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

1882, Antero de Quental in "Sonetos".Manuscrito original.



publicado por escorpion às 14:49
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Poema do pó da vida (Cecília Figueiredo)


 

Venho desculpar-me das minhas ações
Tantas ações que são minhas, animais
Outras, bissextas quando são sublimes
Mas preciso da tolerância de todas as pessoas
Dos que me compreendem, e
Ainda assim, amam-me
Amam-me pouco, bem sei
Não posso exigir que me amem demais
Há muita coisa no mundo para ser amada
Entre essas coisas,
É preciso amar o par, o filho, o gato,
A flor seca que ficou dentro do livro,
O mar pintado, o encantamento do circo;
E se me amam, um pouco que seja
Já me vale
Desculpo-me agora diante daqueles
Que não me souberam amar
Posto que eu não os soube amar.
Perdão se não amo de fato
Tenho aprendido coisas durante a minha existência
Coisas nem tão valiosas assim,
Como calcular a distância do trem que parte
Dentro da hora da sua partida e chegada
Sem que isso modifique a humanidade
Ou me modifique interiormente
Tenho compreendido o tempo que a abelha passa
Entre a flor e entre o trabalho de processar a flor
Sem que a flor deixe de ser flor
E abelha nem sequer note se há beleza na flor
Mas não tenho aprendido a amar a quem não preciso amar
Tolerem-me, todos,
Se não fui e ainda sou
Este ser que olha tudo e não remenda
Se a compaixão que demonstro é a auto-compaixão
Que só tem resmungos para si própria
Onde o vértice do meu mundo sou eu mesma
Que só conhece o absoluto dentro do eu
Perdôo-me também, dentro do meu abuso;
Busco uma humildade que até então não conhecia
Uma inferioridade que necessite ser nobre
Um abaixar de olhos, submisso
E digo para mim mesma;
Eu sou o pó da vida.


publicado por escorpion às 15:40
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Charles Chaplin

 


 

 
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara muitas vezes"!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida… E você também não deveria passar!
Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é "muito" pra ser insignificante.

 


publicado por escorpion às 16:19
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