Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Soneto XVII (Pablo Neruda)
Não te amo como se fosses a rosa de sal,
topázio ou flechas de cravos
que propagam o fogo
Te amo como se amam
certas coisas obscuras, secretamente,
entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce
e leva dentro de si, oculta,
a luz daquelas flores...
e graças a teu amor
vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como...
nem quando...
nem onde...
Te amo assim diretamente...
sem problemas...
 nem orgulho...
Assim te amo
porque não sei amar
de outra maneira
senão assim
deste modo!
Que não sou
nem és tão perto
que tua mão
sobre o meu peito é minha
tão perto que se fecham
teus olhos com meu sonho.


publicado por escorpion às 18:53
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1 comentário:
De Constanza a 20 de Dezembro de 2007 às 22:43
Adorei este blog pelo conteúdo, pelas cores, pela música e, principalmente, ter sentido uma energia muito positiva. Parabéns!!!


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